As varizes nas pernas costumam ser tratadas como questão estética, e essa leitura atrasa o cuidado. Elas são a manifestação visível de uma doença circulatória que evolui em silêncio.
O incômodo começa pela aparência, mas raramente se limita a ela. Peso, cansaço, câimbras e inchaço aparecem antes que o paciente possa supor que seja algum problema circulatório.
Este guia reúne o mecanismo de formação, os tipos, as causas, o diagnóstico e todas as opções de tratamento disponíveis. O Dr. João Maffei, Angiologista e Cirurgião Vascular, atende em São Paulo, SP.
O que são varizes e como se formam?
As veias das pernas conduzem o sangue de volta ao coração, contra a força da gravidade. Para isso, contam com válvulas que se abrem na passagem do sangue e se fecham logo em seguida, impedindo o retorno.
Como as varizes se desenvolvem?
Quando essas válvulas perdem a competência, parte do sangue reflui e se acumula no segmento inferior da veia. A pressão dentro do vaso aumenta, a parede se dilata e o trajeto torna-se tortuoso. Esse é o mecanismo descrito pela Mayo Clinic para a formação das varizes.
Entre os sintomas de hipertensão venosa mais frequentes estão o peso ao final do dia, o edema e a sensação de queimação ao longo da veia dilatada.
A dilatação, uma vez instalada, não regride espontaneamente. É por isso que as varizes nas pernas tendem a progredir quando o refluxo não é tratado.
Sistema venoso superficial e profundo
Convém distinguir dois sistemas venosos. O sistema profundo, localizado entre os músculos, é responsável pela maior parte do retorno do sangue ao coração. Já o sistema superficial, situado logo abaixo da pele, é onde se formam as varizes visíveis.
A comunicação entre os dois ocorre por meio das veias perfurantes. Quando elas também perdem a competência, parte do sangue passa a sobrecarregar o sistema superficial, favorecendo a progressão da doença.
Compreender esse mecanismo ajuda a entender por que o tratamento atua sobre a veia doente, corrigindo a causa do problema, e não apenas aliviando os sintomas. Se você tem varizes, é importante buscar uma orientação médica.
Avaliação com Cirurgião Vascular em São Paulo
Tipos de varizes nas pernas
Os tipos de varizes são definidos pelo diâmetro do vaso e pela sua profundidade. Essa classificação não é acadêmica: ela determina o tratamento indicado.
As três categorias descritas a seguir cobrem praticamente todas as apresentações das varizes encontradas em consultório.
Telangiectasias
As telangiectasias têm diâmetro inferior a 1 milímetro, coloração avermelhada ou arroxeada, e situam-se na camada mais superficial da pele. São os vasinhos, também chamados de aranhas vasculares.
O conjunto formado por telangiectasias e microvarizes representa a queixa estética mais comum. O tratamento habitual é a escleroterapia com glicose ou o laser transdérmico.
Embora superficiais, esses vasos raramente surgem isolados. Eles costumam ser alimentados por uma veia reticular subjacente, e ignorar essa origem explica boa parte das recidivas.
Varizes reticulares
As varizes reticulares medem de 1 a 3 milímetros, têm coloração azulada e localizam-se logo abaixo da pele. Elas frequentemente alimentam as telangiectasias vizinhas.
Nessa faixa de calibre, indica-se a escleroterapia com glicose ou espuma. Tratar a veia reticular antes dos vasinhos melhora a durabilidade do resultado.
Essas veias costumam ser assintomáticas. A sua importância decorre menos do desconforto e mais do papel que exercem na rede das varizes nas pernas.
Varizes tronculares
As varizes tronculares ultrapassam 3 milímetros, são salientes e visíveis a olho nu. Elas correspondem ao comprometimento dos troncos safenos e de suas tributárias.
Aqui o arsenal terapêutico é mais amplo: escleroterapia com espuma, laser endovenoso, radiofrequência ou cirurgia. A definição depende do calibre, do refluxo e da anatomia de cada paciente.
São essas veias que respondem pelos sintomas mais intensos. O refluxo em um tronco safeno mantém a pressão elevada em todo o território abaixo dele, o que perpetua as varizes nas pernas tributárias.
Portanto, identificar o tipo é a etapa que antecede qualquer decisão. Uma avaliação vascular é o que permite classificar as varizes com precisão.
Consulta com Cirurgião Vascular em São Paulo
Causas e fatores de risco
As varizes nas pernas resultam da combinação entre predisposição individual e fatores que sobrecarregam o sistema venoso. Nenhum deles atua isoladamente. Identificar quais estão presentes no seu caso é o que permite agir sobre o que é modificável.
Genética
A hereditariedade é o fator mais relevante. Filhos de pais com doença venosa apresentam risco consideravelmente maior de desenvolver varizes nas pernas ao longo da vida.
Essa predisposição não determina o desfecho. Ela apenas indica que o controle dos demais fatores merece atenção redobrada. Na prática, o histórico familiar antecipa o aparecimento das primeiras varizes. Quem tem pais acometidos costuma apresentá-las mais cedo do que a média.
Gravidez
O aumento do volume sanguíneo, a compressão exercida pelo útero e as alterações hormonais formam a combinação que agrava o quadro. As varizes na gravidez podem surgir pela primeira vez ou se intensificar.
Parte dessas veias regride nos meses seguintes ao parto. A avaliação para tratamento definitivo ocorre após o término da amamentação. Gestações sucessivas somam o efeito. A cada nova gravidez, a probabilidade de que as varizes nas pernas persistam após o parto aumenta.
Obesidade e sedentarismo
O excesso de peso eleva a pressão intra-abdominal e dificulta o retorno venoso. Já o sedentarismo reduz a ação da musculatura da panturrilha, que funciona como bomba propulsora do sangue.
Os dois fatores costumam caminhar juntos e são modificáveis. A redução de peso associada à atividade regular alivia os sintomas mesmo antes de qualquer procedimento.
Trabalho em pé ou sentado por longos períodos
A permanência prolongada na mesma posição prejudica o retorno venoso. Profissionais que passam o dia em pé, sem movimentar as pernas, estão entre os mais afetados.
Permanecer sentado por horas produz efeito semelhante. Pausas curtas para caminhar, a cada período, reduzem a estase e o desconforto ao final do dia.
Uso de anticoncepcional hormonal
Os hormônios influenciam o tônus da parede venosa. O uso prolongado de contraceptivos hormonais integra o conjunto de fatores considerados na avaliação, sobretudo quando há histórico familiar.
Isso não implica suspender a medicação por conta própria. A decisão cabe ao médico que a prescreveu, à luz do risco global de cada paciente. Conclui-se que o risco é multifatorial. Conhecer os fatores presentes no seu caso é o que orienta as medidas de prevenção.
Avaliação com Cirurgião Vascular em São Paulo
Sintomas das varizes nas pernas
Os sintomas costumam anteceder a preocupação estética. Entre os mais relatados estão:
- Sensação de peso e cansaço nas pernas, sobretudo ao fim do dia.
- Câimbras noturnas, com maior frequência na panturrilha.
- Edema, ou inchaço, que piora ao longo do dia.
- Coceira e queimação no trajeto das veias dilatadas.
- Dor localizada, pontada ou contínua.
Varizes não são uma questão meramente estética
Convém separar dois planos. O incômodo estético diz respeito à aparência; já os sintomas clínicos refletem a doença venosa e o comprometimento da circulação.
Embora a procura por tratamento ocorra mais por motivos estéticos, a Harvard Health ressalta que as varizes resultam de alterações no funcionamento das veias. Elas podem causar desconforto, limitações e complicações quando não são tratadas adequadamente.
A intensidade dos sintomas não guarda proporção com o tamanho das veias. Pacientes com varizes discretas podem relatar peso importante, enquanto outros apresentam veias mais calibrosas com pouco desconforto.
Os sintomas costumam piorar no calor, ao final do dia e no período pré-menstrual. Em muitos casos, aliviam com a elevação das pernas e com o uso de meias de compressão. Reconhecer esses sinais é o que motiva a busca por avaliação antes do surgimento de complicações.
Inchaço nas pernas: quando pensar em causa vascular
O edema tem várias origens possíveis, entre elas cardíacas, renais e hepáticas. O inchaço nas pernas causa vascular apresenta características próprias que orientam a suspeita.
Ele costuma piorar ao longo do dia, melhorar com a elevação das pernas e concentrar-se nos tornozelos. Quando acompanha veias visíveis e sensação de peso, a hipótese venosa ganha força.
O edema bilateral e simétrico, sem veias aparentes, exige investigação de outras causas. Já o edema assimétrico, de instalação súbita, demanda avaliação imediata para afastar trombose.
Graus de insuficiência venosa: a classificação CEAP
A insuficiência venosa é graduada pela classificação CEAP, adotada internacionalmente. Ela descreve a gravidade das varizes nas pernas a partir dos sinais clínicos observados.
| Classe | Manifestação | Exemplo |
|---|---|---|
| C0 | Sem sinais visíveis | Sintomas sem veias aparentes |
| C1 | Telangiectasias e varizes reticulares | Vasinhos e veias azuladas finas |
| C2 | Varizes propriamente ditas | Veias salientes acima de 3 mm |
| C3 | Edema | Inchaço sem alteração de pele |
| C4 | Alterações de pele | Escurecimento, eczema, endurecimento |
| C5 | Úlcera venosa cicatrizada | Lesão fechada, com cicatriz |
| C6 | Úlcera venosa ativa | Ferida aberta, em geral no tornozelo |
A Cleveland Clinic destaca que as varizes podem representar um estágio inicial da insuficiência venosa crônica e que a avaliação médica permite identificar complicações e definir o tratamento mais adequado. Vale aprofundar o que caracteriza a insuficiência e como ela progride
Situar o seu caso na escala é o que define a urgência da conduta.
As classes C4 a C6 caracterizam doença avançada. Nelas, o objetivo do tratamento deixa de ser estético e passa a ser a prevenção da úlcera ou a sua cicatrização.
A progressão entre as classes não é inevitável. Ela depende do controle do refluxo e dos fatores agravantes, o que reforça o valor da avaliação precoce das varizes nas pernas.
Tratamento para varizes nas pernas com Cirurgião Vascular em São Paulo
Quando procurar um médico?
O critério para tratar as varizes nas pernas não é estético. As situações abaixo indicam avaliação vascular sem postergação:
- Dor, câimbras ou peso persistentes nas pernas.
- Edema recorrente, que não melhora com repouso e elevação.
- Sangramento a partir de uma veia dilatada, quadro conhecido como varicorragia.
- Alterações de pele ao redor das veias, como escurecimento ou endurecimento.
- Úlcera aberta, sobretudo próxima ao tornozelo.
- Dor localizada, com veia endurecida e vermelhidão, sugestiva de trombose venosa superficial.
Nenhum desses sinais melhora com o tempo por conta própria. Buscar avaliação diante deles é o que evita a evolução para as classes mais avançadas da CEAP.
Atenção para a varicorragia
A varicorragia merece nota específica. O sangramento de uma variz superficial costuma ser volumoso e assusta, mas cede com compressão local e elevação da perna, seguidas de avaliação.
Também convém observar a evolução da pele. O escurecimento ao redor do tornozelo antecede a úlcera e indica que as varizes nas pernas já repercutem sobre os tecidos.
Diagnóstico: como é feito?
A consulta vascular começa pelo histórico e pelo exame das pernas em posição ortostática. A inspeção identifica o tipo de veia acometida e os sinais de repercussão na pele.
A avaliação clínica, isoladamente, não distingue todas as origens do refluxo. Por isso, o diagnóstico das varizes nas pernas apoia-se em exame de imagem.
O exame decisivo é o eco-doppler venoso. Ele demonstra o sentido do fluxo, localiza os pontos de refluxo e mede o calibre de cada segmento.
O exame é realizado com o paciente em pé, posição em que o refluxo se manifesta. Deitado, o retorno venoso ocorre por gravidade e a incompetência valvular pode passar despercebida.
O eco-doppler não usa radiação nem contraste, e não exige preparo. A duração varia conforme a extensão do mapeamento e a complexidade do caso.
Esse mapeamento define o tratamento. Sem ele, trata-se o vaso visível e mantém-se intacta a veia que o alimenta, cenário em que a recidiva das varizes é previsível.
Tratamentos disponíveis para varizes nas pernas
Não existe tratamento único. A escolha depende do tipo de veia, do refluxo identificado e das condições clínicas de cada paciente.
Antes de percorrer as opções, convém esclarecer uma dúvida frequente sobre se as varizes têm cura. O tratamento é definitivo para as veias tratadas, sem impedir o surgimento de novas ao longo da vida.
Escleroterapia com glicose
A glicose hipertônica é injetada nos vasos finos, provocando o seu fechamento. É indicada para telangiectasias e varizes reticulares, com risco alérgico reduzido. Vale conhecer como funciona a escleroterapia com glicose.
Escleroterapia com espuma
O esclerosante líquido é transformado em espuma e injetado em veias de calibre médio. A versão guiada por ultrassom alcança vasos profundos. Entenda mais sobre as indicações da escleroterapia com espuma.
Laser transdérmico
A energia é aplicada sobre a pele e atinge os vasinhos superficiais, sem punção. Costuma exigir mais de uma sessão e depende do fototipo do paciente.
É uma alternativa útil quando a punção é difícil ou quando o paciente não tolera a agulha.
Laser endovenoso
Uma fibra ótica é introduzida na veia e libera energia térmica que fecha o vaso por dentro. É indicado para troncos safenos com refluxo. Para aprofundar mais sobre o assunto, conheça melhor as modalidades de laser para varizes.
Radiofrequência
A ablação por radiofrequência atua pelo mesmo princípio térmico, com fonte de energia distinta. O cateter aquece a parede da veia de forma controlada, promovendo o seu fechamento.
A escolha entre laser endovenoso e radiofrequência considera o calibre, o trajeto da veia e a experiência da equipe. Ambas dispensam a retirada do vaso.
ClaCs
A técnica combina laser transdérmico e escleroterapia guiada por transiluminação. Ela é voltada ao tratamento de vasinhos e veias reticulares, com abordagem sequencial da rede venosa.
Flebectomia
Consiste na retirada de segmentos varicosos por microincisões, sem sutura extensa. Costuma ser associada a outras técnicas no mesmo tempo cirúrgico.
É indicada para veias salientes e tortuosas que não respondem bem ao esclerosante nem à ablação térmica.
Cirurgia convencional
A safenectomia remove o tronco safeno acometido. Permanece indicada em casos selecionados, sobretudo diante de veias muito calibrosas ou de anatomia desfavorável às técnicas endovenosas.
A cirurgia convencional deixou de ser a única via para as varizes nas pernas de grande calibre, mas segue como opção consolidada quando as demais não se aplicam.
| Tratamento | Indicação | Anestesia | Recuperação | Cobre plano? |
|---|---|---|---|---|
| Escleroterapia com glicose | Vasinhos e reticulares finas | Não necessária | Imediata | Em geral não, quando estética |
| Escleroterapia com espuma | Reticulares e tronculares médias | Não necessária | Retorno em 1 dia | Sim, com indicação clínica |
| Laser transdérmico | Vasinhos superficiais | Não necessária | Imediata | Em geral não, quando estética |
| Laser endovenoso | Troncos safenos com refluxo | Local com sedação | Poucos dias | Sim, com indicação clínica |
| Radiofrequência | Troncos safenos com refluxo | Local com sedação | Poucos dias | Sim, com indicação clínica |
| ClaCs | Vasinhos e reticulares | Não necessária | Imediata | Em geral não, quando estética |
| Flebectomia | Veias varicosas segmentares | Local ou raquidiana | Poucos dias | Sim, com indicação clínica |
| Cirurgia (safenectomia) | Troncos calibrosos, casos selecionados | Raquidiana ou geral | Uma a duas semanas | Sim, com indicação clínica |
Convém observar que as técnicas raramente são excludentes. É frequente combinar a ablação de um tronco safeno com a escleroterapia das tributárias, em tempos distintos.
Nenhuma linha dessa tabela substitui a avaliação. Ela apenas organiza as opções antes da consulta.
Tratamento para varizes nas pernas em São Paulo
Planos de saúde cobrem o tratamento de varizes
A cobertura acompanha a indicação clínica. Havendo insuficiência venosa documentada por eco-doppler e sintomas compatíveis, a solicitação tem respaldo.
Quando a finalidade é exclusivamente estética, a regra costuma ser a ausência de cobertura. O laudo do exame e o relatório médico são os documentos que sustentam o pedido.
Cada operadora define exigências próprias de autorização. Vale entender em que condições o plano de saúde cobre o tratamento.
Convém reunir o laudo do eco-doppler e o relatório médico antes de abrir a solicitação. Uma consulta bem registrada é o que fundamenta o pedido junto ao convênio.
Como prevenir ou retardar o surgimento?
A predisposição genética não é modificável, mas os fatores agravantes são. As medidas abaixo reduzem a sobrecarga sobre o sistema venoso e retardam o avanço das varizes.
Exercício físico
A contração da musculatura da panturrilha impulsiona o sangue de volta ao coração. Caminhada, natação e ciclismo estão entre as atividades que favorecem o retorno venoso. Vale conhecer quais exercícios são adequados para quem tem varizes.
Meia de compressão elástica
A meia de compressão graduada auxilia o retorno venoso e alivia o peso e o edema. Ela controla os sintomas, mas não corrige o refluxo já instalado nas varizes nas pernas.
Controle de peso
A redução do peso corporal diminui a pressão intra-abdominal e a sobrecarga sobre as veias. É medida de efeito consistente sobre os sintomas.
Ela não faz as veias já dilatadas regredirem. O benefício está em conter a progressão e em aliviar o peso e o edema.
Elevação das pernas
Elevar as pernas acima do nível do quadril por períodos curtos, ao longo do dia, favorece o retorno do sangue ao coração e reduz temporariamente a pressão nas veias. Por isso, o National Heart, Lung, and Blood Institute (NHLBI) recomenda essa medida como parte do manejo conservador das varizes.
Essas medidas retardam a progressão e aliviam os sintomas. Elas não substituem o tratamento quando o refluxo já está estabelecido. Por isso, é importante buscar a avaliação com um especialista.
Dr. João Maffei e o tratamento de varizes em São Paulo
O Dr. João Maffei (CRM-SP 97736 I RQE 27653 I RQE 27652) é Angiologista e Cirurgião Vascular e conduz o tratamento das varizes nas pernas com as diferentes técnicas disponíveis, da escleroterapia às modalidades endovenosas.
Formado pela Faculdade de Medicina do ABC, pela mesma instituição, se especializou em Cirurgia Geral e Cirurgia Vascular. Possui especialização em Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.
Sua atuação parte do eco-doppler venoso e da classificação do grau de insuficiência, etapa que precede qualquer indicação. Definir o tipo de veia acometida é o que determina a técnica adequada.
Em boa parte dos casos, mais de uma técnica é combinada no mesmo plano. Tratar as varizes nas pernas por etapas, do tronco aos vasinhos, é o que sustenta o resultado ao longo do tempo.
O atendimento é realizado em São Paulo, SP, com avaliação individual e definição conjunta do plano terapêutico. Conhecer o percurso completo antes de iniciar é o que permite uma decisão informada.
Agende a sua consulta
As varizes nem sempre exigem o mesmo tratamento. Com uma avaliação completa associada ao eco-Doppler, o Dr. João Maffei, cirurgião vascular em São Paulo, classifica o grau da insuficiência venosa, identifica a origem do refluxo e define o tratamento mais adequado para o seu caso.
Se você convive com sintomas nas pernas ou deseja classificar o grau da sua insuficiência venosa, realize a avaliação vascular completa com eco-doppler em São Paulo.
As informações fornecidas neste texto são apenas para fins informativos e educacionais e não substituem a consulta médica. Sempre procure orientação médica para diagnóstico e tratamento adequados.
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Conteúdo atualizado em 2026.
João Paulo Maffei Junior I Angiologia e Cirurgia Vascular I CRM-SP 97736 I RQE 27653 I RQE 27652
FAQ – Dúvidas frequentes sobre varizes nas pernas: causas, tipos, sintomas e tratamentos
1. As veias varicosas têm cura definitiva ou só tratamento?
O tratamento é definitivo para as veias tratadas, que são reabsorvidas e não retornam. Novas varizes podem surgir por predisposição individual, o que torna o acompanhamento recomendável.
2. A insuficiência venosa pode evoluir para trombose?
Pode ocorrer trombose venosa superficial em veias varicosas, com dor e endurecimento local. O risco aumenta com a estase e exige avaliação, pois a conduta difere da trombose profunda.
3. A meia compressiva trata a insuficiência venosa ou só alivia os sintomas?
Ela alivia peso e edema e auxilia o retorno venoso, mas não corrige o refluxo já instalado. É medida de controle, e não substitui o tratamento da veia doente.
4. Qual tratamento de varizes nas pernas é o menos invasivo?
A escleroterapia, com glicose ou espuma, dispensa corte e anestesia geral. Para vasinhos, o laser transdérmico também é ambulatorial. A indicação depende do calibre da veia.
5. O plano de saúde cobre o tratamento de varizes nas pernas?
Havendo insuficiência venosa documentada por eco-doppler e sintomas compatíveis, a solicitação tem respaldo clínico. Procedimentos de finalidade estética, em geral, não recebem cobertura.
6. Exercício físico melhora ou piora a insuficiência venosa?
Melhora. A contração da panturrilha impulsiona o retorno venoso. Atividades de alto impacto podem exigir ajuste, e a orientação individual considera o grau da doença.
7. Quais as causas genéticas e os fatores de risco para desenvolver varizes?
A hereditariedade é o principal fator. Somam-se gravidez, obesidade, sedentarismo, permanência prolongada em pé ou sentado e uso de contraceptivos hormonais.
8. Quais os tipos de varizes nas pernas: vasinhos, reticulares e tronculares?
Telangiectasias medem menos de 1 mm; reticulares, de 1 a 3 mm; tronculares, mais de 3 mm. O diâmetro e a profundidade definem o tratamento indicado para cada tipo.
9. Como saber se o inchaço nas pernas é causado por varizes?
O edema venoso piora ao longo do dia, melhora com a elevação das pernas e concentra-se nos tornozelos. Quando acompanha veias visíveis e peso, a hipótese venosa se fortalece.
10. Quais os sintomas de varizes nas pernas: dor, peso e câimbra?
Peso e cansaço ao fim do dia, câimbras noturnas, edema, coceira, queimação e dor no trajeto das veias. Sintomas persistentes indicam avaliação vascular sem postergação.





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