Escleroterapia com espuma para varizes: guia completo

As varizes de médio calibre podem causar dor, peso, inchaço e alterações visíveis nas pernas. Conforme a anatomia das veias e a extensão da doença, o tratamento pode ser realizado por técnicas ambulatoriais, sem necessidade de cirurgia convencional.

A escleroterapia com espuma consiste na aplicação de uma substância esclerosante dentro da veia doente. O medicamento provoca o fechamento controlado do vaso, que deixa de participar da circulação e é gradualmente reabsorvido pelo organismo.

O procedimento é realizado sem cortes e permite retorno relativamente rápido às atividades habituais, de acordo com a extensão do tratamento e a orientação médica. A indicação depende do exame clínico e do mapeamento do sistema venoso.

Neste guia, você entenderá como funciona a escleroterapia com espuma, quando ela pode ser indicada, como ocorre o tratamento guiado por ultrassom e quais cuidados fazem parte da recuperação. O Dr. João Maffei, Angiologista e Cirurgião Vascular, realiza o procedimento em São Paulo, SP.

Olá, vim do site e gostaria de informações de consulta com o Dr. João Maffei sobre escleroterapia com espuma para varizes.

O que é a escleroterapia com espuma?

A escleroterapia com espuma consiste na mistura de um medicamento esclerosante líquido com ar ou gás. A substância é injetada na veia e forma microbolhas que deslocam o sangue e aumentam o contato com a parede venosa.

O agente mais utilizado é a espuma de polidocanol. A concentração e o volume são definidos conforme o calibre, a localização e a extensão da veia, além das características clínicas de cada paciente.

A espuma é preparada no momento do procedimento, seguindo proporções padronizadas. Em comparação com a solução líquida, ocupa maior volume e permanece por mais tempo em contato com o vaso, favorecendo o tratamento de veias mais calibrosas.

Após a aplicação, ocorre uma inflamação controlada que provoca o fechamento da veia. O sangue passa a circular por vasos saudáveis, enquanto o organismo reabsorve gradualmente o trajeto tratado nas semanas ou nos meses seguintes.

A Mayo Clinic apresenta a escleroterapia entre as opções consolidadas de tratamento das varizes. Compreender o mecanismo é o que permite calibrar a expectativa quanto ao ritmo do resultado.

Indicações para cada tipo de varizes

A escleroterapia com espuma não deve ser indicada apenas porque uma veia está visível. A decisão depende do calibre, da profundidade, da presença de refluxo e da relação do vaso com outros segmentos da circulação superficial.

Veias reticulares e vasos nutridores

As varizes reticulares são veias azuladas, de calibre intermediário, localizadas abaixo da pele. Em alguns casos, alimentam telangiectasias e podem ser tratadas com a aplicação de espuma nas varizes, conforme o diâmetro e a extensão da rede venosa.

Como essas veias costumam integrar trajetos interligados, a avaliação deve identificar a origem do fluxo inadequado. Tratar primeiro a veia nutridora pode tornar o resultado mais completo e reduzir a permanência dos vasos superficiais.

Varizes tronculares e refluxo da safena

As varizes tronculares envolvem veias superficiais mais extensas, como as safenas e suas tributárias. Quando a anatomia e o calibre são favoráveis, a técnica pode ser utilizada como a ablação química da safena, sem aplicação de energia térmica.

A indicação depende da insuficiência venosa da safena identificada no ultrassom com Doppler. Em troncos muito dilatados ou com refluxo extenso, técnicas térmicas ou cirúrgicas podem oferecer maior previsibilidade.

Varizes recorrentes após cirurgia

Após uma cirurgia, podem permanecer veias residuais ou surgir novos trajetos com refluxo. A escleroterapia com espuma pode ser considerada nesses casos, principalmente quando uma nova intervenção cirúrgica seria mais complexa.

Como a cirurgia prévia pode modificar a anatomia local, o planejamento exige mapeamento detalhado. A escleroterapia guiada por ultrassom auxilia na localização da veia e no controle da distribuição da espuma durante o procedimento.

Quando outras técnicas podem ser mais indicadas

Veias de grande calibre, safenas muito dilatadas ou refluxos extensos podem responder melhor à ablação térmica ou à cirurgia. Nesses casos, o uso isolado da espuma pode exigir novas sessões e produzir fechamento menos previsível.

Para telangiectasias muito finas, a escleroterapia com glicose como alternativa ou o laser transdérmico podem ser avaliados. A escolha deve considerar o calibre, a profundidade, a anatomia venosa e os achados do exame vascular.

Escleroterapia com espuma guiada por ultrassom

A escleroterapia guiada por ultrassom, também chamada UGFS, é indicada para veias pouco visíveis, profundas ou tortuosas. O exame acompanha em tempo real a punção e a distribuição da espuma, permitindo confirmar a posição da agulha antes da aplicação.

A técnica amplia a precisão da escleroterapia com espuma e reduz o risco de aplicação fora do vaso. O ultrassom também permite observar a resposta imediata da veia e orientar o volume utilizado durante a sessão.

O Dr. João Maffei utiliza a técnica em casos selecionados de varizes mais profundas. Uma avaliação vascular permite verificar se a abordagem guiada por imagem é adequada para o seu caso.

Avaliação com Cirurgião Vascular em São Paulo

Diferença entre escleroterapia com espuma e com glicose

As duas técnicas provocam o fechamento controlado da veia, mas utilizam substâncias diferentes e atendem a padrões venosos distintos. O calibre, a profundidade, a extensão dos vasos e a presença de refluxo orientam a escolha do método.

Critério Escleroterapia com espuma Escleroterapia com glicose
Substância Esclerosante, geralmente polidocanol, transformado em espuma Solução de glicose hipertônica
Indicação Veias reticulares, tributárias e varizes tronculares selecionadas Telangiectasias e veias reticulares finas
Veia-alvo Vasos de maior calibre, inclusive segmentos tratados com ultrassom Vasos pequenos e superficiais
Principal característica Maior contato do agente com a parede venosa Aplicação direcionada a vasos de menor diâmetro
Limitações Pode causar pigmentação, inflamação local e outros efeitos adversos Apresenta menor eficácia em veias calibrosas e pode causar ardor durante a aplicação

As técnicas podem ser utilizadas em etapas complementares. Um paciente pode receber escleroterapia com espuma nas veias de maior calibre e, posteriormente, a escleroterapia com glicose como alternativa para os vasos finos que permanecerem visíveis.

A sequência deve ser definida após o exame vascular, considerando a origem do refluxo e a anatomia das veias. Dessa forma, o tratamento não se limita ao aspecto aparente dos vasos e segue um planejamento compatível com cada padrão venoso.

Como é realizado o procedimento?

A escleroterapia com espuma é planejada conforme o padrão do refluxo, o calibre das veias e a extensão do território comprometido. O procedimento ocorre em etapas, desde o mapeamento vascular até as orientações de compressão e mobilidade após a aplicação.

Avaliação vascular antes da aplicação

O ultrassom com Doppler identifica as veias com refluxo, mede seu calibre e mostra a relação entre os vasos aparentes e os trajetos que os alimentam. Esses dados permitem definir quais segmentos devem ser tratados e em qual sequência.

Sem esse mapeamento, o tratamento pode se concentrar apenas na veia visível e deixar a origem do refluxo ativa. Por isso, a avaliação prévia contribui para uma abordagem mais completa e para a escolha adequada entre espuma, glicose ou outras técnicas.

Aplicação da espuma nas varizes

A aplicação de espuma nas varizes é feita com agulha fina, após o preparo do esclerosante no momento do procedimento. O número de punções depende da anatomia venosa, da extensão da área e da necessidade de acompanhamento por ultrassom.

O volume utilizado é definido conforme critérios de segurança e as características do caso. Quando o território é extenso, o tratamento pode ser dividido em sessões, evitando concentrações excessivas e permitindo acompanhar a resposta das veias tratadas.

Duração e características da sessão

A sessão costuma durar entre 20 e 40 minutos, conforme a quantidade de vasos abordados e o uso de imagem durante a punção. A escleroterapia com espuma é ambulatorial, não exige internação e, em geral, dispensa anestesia geral.

Como não há cortes ou pontos, o paciente costuma caminhar após a aplicação e retornar para casa no mesmo dia. O tempo de afastamento varia conforme a extensão do tratamento, a atividade profissional e as recomendações definidas pelo Cirurgião Vascular.

Cuidados logo após o procedimento

A meia de compressão pode ser colocada ainda no consultório, de acordo com a indicação médica. A caminhada leve costuma ser estimulada após a sessão, pois auxilia o retorno venoso e reduz períodos prolongados de imobilidade.

O retorno às atividades habituais costuma ser rápido, embora exercícios intensos e esforços físicos possam exigir restrição temporária. O cumprimento das orientações influencia a recuperação, o fechamento da veia e a avaliação progressiva dos resultados.

A recuperação ocorre de forma gradual e o resultado depende da resposta do vaso e do acompanhamento após cada sessão. Entender o que acontece nos dias seguintes ajuda a reconhecer a evolução esperada e os cuidados necessários durante esse período.

Escleroterapia com espuma com Cirurgião Vascular em São Paulo

Resultado e recuperação

A recuperação após o tratamento costuma ser rápida, mas o fechamento e a reabsorção das veias ocorrem de forma gradual. A evolução depende do calibre dos vasos, da extensão tratada e da resposta individual ao procedimento.

Reações esperadas nos primeiros dias

Nas primeiras 48 horas, podem surgir equimoses, ardor leve, sensibilidade e endurecimento no trajeto da veia tratada. Essas alterações costumam fazer parte da resposta inflamatória controlada provocada pelo medicamento.

O desconforto tende a diminuir com a compressão elástica, a caminhada e os cuidados orientados. Dor intensa, inchaço assimétrico, falta de ar ou vermelhidão progressiva exigem contato imediato com a equipe médica.

Quando os resultados se tornam visíveis?

A veia começa a se fechar após a aplicação, mas sua reabsorção pelo organismo é progressiva. A redução das varizes pode se tornar perceptível entre três e oito semanas, embora vasos mais calibrosos possam exigir um período maior.

Durante essa fase, o trajeto tratado pode permanecer endurecido ou mais aparente. O resultado deve ser analisado nos retornos programados, quando o Angiologista verifica o fechamento da veia e a necessidade de sessões complementares.

Cuidados após o procedimento

A meia de compressão deve ser utilizada pelo período definido pelo médico. Também é recomendável evitar exposição solar direta sobre equimoses e áreas inflamadas, pois o sol pode favorecer o aparecimento de manchas temporárias.

Caminhadas leves costumam ser estimuladas, enquanto exercícios intensos, banhos muito quentes e esforços físicos podem ser suspensos temporariamente. As recomendações variam conforme a extensão e a localização das veias tratadas.

A escleroterapia com espuma pode proporcionar fechamento duradouro dos vasos abordados, mas novas varizes podem surgir com a progressão da doença venosa. O Dr. João Maffei, Angiologista, realiza o atendimento em São Paulo para acompanhar a recuperação e avaliar os resultados de cada sessão.

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Tratamento de varizes com o Dr. João Maffei

O Dr. João Maffei é Angiologista e Cirurgião Vascular, com formação em Cirurgia Geral e em Angiologia e Cirurgia Vascular pela Faculdade de Medicina do ABC. Também realizou aperfeiçoamento em Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular na Santa Casa de São Paulo (CRM-SP 97736 I RQE 27653 I RQE 27652).

Sua atuação inclui o diagnóstico e o tratamento de varizes, insuficiência venosa e outras alterações da circulação. Conforme o mapeamento venoso, pode indicar recursos como escleroterapia com glicose ou espuma, laser transdérmico, endolaser e técnicas combinadas.

O atendimento é realizado no Instituto Medicina em Foco, em São Paulo, SP, com avaliação clínica e ultrassom com Doppler quando indicado. A partir desses dados, o Dr. João Maffei define a técnica, o número estimado de sessões e os cuidados necessários antes e depois do tratamento.

Agende sua consulta

A investigação adequada permite identificar a origem das varizes e selecionar a técnica compatível com o padrão venoso. 

Consulte o Dr. João Maffei para realizar uma avaliação vascular e esclarecer qual abordagem é indicada para o seu caso.

As informações fornecidas neste texto são apenas para fins informativos e educacionais e não substituem a consulta médica. Sempre procure orientação médica para diagnóstico e tratamento adequados.​​

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Conteúdo atualizado em 23 de julho 2026.

João Paulo Maffei Junior I Angiologia e Cirurgia Vascular I CRM-SP 97736 I RQE 27653 I RQE 27652

FAQ – Dúvidas frequentes sobre Escleroterapia com espuma para varizes: guia completo

1. A espuma esclerosante dói mais que a glicose hipertônica?

O desconforto é comparável e costuma ser leve. A espuma trata veias de maior calibre, o que pode gerar sensação de ardor mais perceptível durante a aplicação.

2. Quantas sessões de espuma esclerosante são necessárias para varizes médias?

O número varia conforme o calibre e a extensão das veias. O planejamento é definido após o eco-doppler e ajustado a cada retorno, conforme a resposta observada.

3. O que é a escleroterapia com espuma guiada por ultrassom?

É a técnica em que o ultrassom acompanha a punção e a distribuição da espuma em tempo real. Permite tratar veias profundas ou não visíveis com precisão.

4. Posso trabalhar no dia seguinte à escleroterapia com espuma?

Na maior parte dos casos, sim. Ocupações que exigem esforço físico intenso podem demandar ajuste, conforme a extensão tratada e a orientação recebida.

5. As varizes voltam depois do tratamento com espuma esclerosante?

As veias tratadas são reabsorvidas e não retornam. Novas varizes podem surgir por predisposição individual, o que torna o acompanhamento periódico recomendável.

6. Qual a diferença entre escleroterapia com espuma e laser endovenoso?

A espuma fecha a veia por ação química; o laser, por energia térmica. O laser é preferido em troncos calibrosos com refluxo importante, e a espuma em calibres médios.

7. Quais os cuidados após a escleroterapia com espuma, com a meia compressiva?

Usar a meia pelo período orientado, caminhar desde as primeiras horas, evitar sol direto na área tratada, banhos muito quentes e exercícios de alto impacto nos primeiros dias.

8. O plano de saúde cobre o tratamento de varizes com espuma esclerosante?

Havendo insuficiência venosa documentada por ultrassom e sintomas compatíveis, a solicitação tem respaldo clínico. A finalidade estética, em geral, não recebe cobertura.

9. A escleroterapia com espuma pode ser feita durante a menstruação?

Não há contraindicação formal. O período pode ser reprogramado por conforto, conforme a preferência da paciente e a avaliação em consulta.

10. Quanto tempo para as varizes sumirem após a espuma esclerosante?

O desaparecimento torna-se perceptível ao longo de três a oito semanas. Veias de maior calibre demandam mais tempo para serem reabsorvidas pelo organismo.

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