Os vasinhos nas pernas podem causar incômodo estético e levar à procura por tratamentos capazes de reduzir sua aparência. Durante a avaliação, dúvidas sobre desconforto, quantidade de sessões, resultados e segurança da substância utilizada costumam ser frequentes.
A escleroterapia com glicose utiliza uma solução hipertônica que provoca uma reação controlada na parede do vaso tratado, favorecendo seu fechamento gradual. Por apresentar baixo potencial de reações alérgicas, a técnica pode ser considerada em diferentes perfis de pacientes, conforme avaliação vascular.
Neste guia, você entenderá as indicações da escleroterapia com glicose, como o procedimento é realizado, quantas sessões podem ser necessárias e quais cuidados devem ser adotados após a aplicação. O Dr. João Maffei, Angiologista e Cirurgião Vascular, realiza o tratamento em São Paulo.
O que é a escleroterapia com glicose?
A escleroterapia consiste na aplicação de uma solução hipertônica no interior do vaso. O contato com o endotélio provoca uma reação controlada, que favorece o fechamento da veia tratada e sua redução gradual ao longo das semanas seguintes.
Esse mecanismo é popularmente descrito como secar vasinhos com glicose. Embora a expressão não seja clínica, ela representa a diminuição progressiva da visibilidade do vaso após sua oclusão. O resultado varia conforme o calibre, a profundidade e a resposta individual ao tratamento.
Na escleroterapia com glicose, utiliza-se uma solução concentrada de glicose, cuja ação osmótica lesa de forma controlada a parede interna do vaso. A substância apresenta baixo potencial de reações alérgicas, mas a indicação ainda depende da avaliação clínica e vascular.
O polidocanol também é empregado na escleroterapia e possui mecanismo, concentrações e indicações próprias. A escolha do agente considera o tipo de vaso, seu calibre, a localização, o histórico clínico do paciente e os resultados obtidos em aplicações anteriores.
Por isso, a glicose pode ser considerada para pacientes com antecedentes alérgicos, mas não deve ser indicada apenas por esse critério. Alergia ao látex, por exemplo, exige cuidados com os materiais utilizados no atendimento e não determina, isoladamente, qual solução esclerosante deve ser aplicada.
A escleroterapia é uma das técnicas utilizadas para tratar telangiectasias e veias reticulares. Compreender seu mecanismo, suas limitações e a possibilidade de múltiplas sessões permite estabelecer expectativas mais adequadas sobre a evolução do tratamento.
Indicações: para quem a escleroterapia com glicose é recomendada?
A indicação da escleroterapia com glicose depende principalmente do calibre, da profundidade e do padrão de circulação do vaso. Veias com características distintas podem exigir outros agentes ou procedimentos para alcançar uma resposta adequada.
Essa análise evita aplicações repetidas em vasos pouco responsivos e permite tratar possíveis veias nutridoras antes das alterações mais superficiais. Portanto, o planejamento deve considerar o conjunto da circulação venosa da região, e não apenas os vasos visíveis.
Telangiectasias
As telangiectasias são vasos finos e superficiais, geralmente avermelhados, arroxeados ou azulados. Conhecidas como vasinhos ou aranhas vasculares, elas estão entre as principais indicações do procedimento quando não existem alterações venosas que exijam tratamento prévio.
A glicose hipertônica para telangiectasias atua sobre vasos de pequeno calibre, favorecendo seu fechamento gradual. A previsibilidade do resultado depende da concentração empregada, da técnica de aplicação, da distribuição dos vasos e da resposta do organismo.
Regiões com grande quantidade de telangiectasias agrupadas podem precisar de mais sessões do que áreas com poucos vasos isolados. Além disso, o tratamento costuma ser realizado por etapas para respeitar os limites de aplicação e acompanhar a evolução da pele.
Veias reticulares
As veias reticulares apresentam calibre maior que as telangiectasias, coloração azulada ou esverdeada e localização um pouco mais profunda. Em alguns casos, elas funcionam como veias nutridoras dos vasinhos superficiais presentes na mesma região.
A glicose pode ser utilizada como esclerosante para microvarizes selecionadas, conforme o calibre e a avaliação do Cirurgião Vascular. Quando existe uma veia nutridora, seu tratamento pode ser necessário para melhorar a resposta das telangiectasias associadas.
Quando a glicose não é indicada?
Varizes de maior calibre, veias safenas com refluxo e alterações venosas mais extensas costumam exigir outras abordagens. Conforme o diagnóstico, podem ser consideradas técnicas como ablação térmica, cirurgia, laser transdérmico ou espuma esclerosante.
A escolha não depende apenas da aparência da veia. O exame clínico e, quando indicado, o eco-Doppler ajudam a identificar refluxo, veias nutridoras e comprometimentos mais profundos que podem interferir no resultado das aplicações superficiais.
Dessa forma, a avaliação vascular deve preceder a definição do tratamento. É essa análise que permite verificar se a escleroterapia com glicose é adequada ou se outra técnica oferece melhor resposta para as características dos vasos identificados.
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Como funciona o procedimento?
A escleroterapia com glicose é realizada em consultório e envolve avaliação vascular, seleção dos vasos e aplicação controlada da solução. Embora seja um procedimento breve, o planejamento é necessário para identificar possíveis veias nutridoras e definir quais áreas devem ser tratadas primeiro.
Consulta e mapeamento vascular
O atendimento começa com a análise do histórico clínico e o exame físico das pernas. Quando existem sinais de insuficiência venosa, varizes de maior calibre ou suspeita de refluxo, o Cirurgião Vascular pode solicitar o ultrassom com Doppler.
Esse mapeamento permite verificar se os vasinhos estão associados a veias nutridoras ou alterações mais profundas. Quando essas condições não são identificadas e tratadas adequadamente, a resposta às aplicações superficiais pode ser limitada ou menos duradoura.
Por isso, a escleroterapia com glicose deve ser precedida por uma avaliação vascular. Essa etapa define se o procedimento é indicado, quais vasos podem ser abordados e em que ordem o tratamento deve ser realizado.
A aplicação
A aplicação de glicose nos vasinhos é feita com uma agulha de calibre fino, introduzida diretamente nos vasos selecionados. O número de punções varia conforme a extensão da área, a quantidade de vasinhos e o volume de solução previsto para a sessão.
O procedimento é ambulatorial e, em geral, não exige anestesia ou preparo específico. A resposta depende da seleção adequada dos vasos, da concentração utilizada, da técnica de punção e das características individuais da circulação.
Durante a sessão de escleroterapia com glicose, o médico distribui as aplicações entre os vasos planejados e respeita os limites de volume estabelecidos para cada atendimento. O tratamento costuma ser dividido em etapas para permitir o acompanhamento da resposta.
A sensação durante o procedimento
Durante a aplicação, pode ocorrer ardência ou queimação passageira no trajeto do vaso. Essa sensação está relacionada à ação da solução hipertônica e tende a diminuir pouco tempo após a retirada da agulha.
A intensidade do desconforto varia conforme a sensibilidade individual, a concentração da glicose e a região tratada. Algumas áreas das pernas podem apresentar maior sensibilidade, mas a maioria dos pacientes tolera o procedimento sem necessidade de anestesia.
Duração da sessão
Cada sessão costuma durar entre 15 e 30 minutos, dependendo da quantidade de vasos selecionados e da extensão da região tratada. Áreas mais amplas podem exigir sessões adicionais, em vez de um volume maior de aplicações no mesmo atendimento.
O retorno às atividades habituais geralmente ocorre no mesmo dia. Entretanto, exercícios intensos, exposição ao calor e outras restrições podem ser temporariamente orientados pelo médico, conforme a extensão do tratamento e a resposta observada.
Escleroterapia com glicose em São Paulo com o Dr. João Maffei
Como evoluem os resultados da escleroterapia?
O resultado da escleroterapia com glicose ocorre de forma gradual e pode variar conforme o calibre dos vasos, a extensão da área tratada e a resposta individual. Por isso, a aparência observada logo após a aplicação ainda não representa o resultado definitivo.
Quando a melhora se torna visível?
Após a aplicação, o vaso passa por um processo progressivo de fechamento e redução. O clareamento costuma se tornar mais perceptível entre quatro e oito semanas, embora esse período possa variar de acordo com as características da circulação e da pele.
A escleroterapia com glicose pode reduzir de forma significativa os vasos tratados, mas não impede o surgimento de novos vasinhos. Predisposição genética, alterações hormonais e outros fatores circulatórios podem favorecer novas lesões ao longo do tempo.
Cuidados após o procedimento
A meia de compressão pode ser recomendada conforme a região e a extensão do tratamento. Quando indicada, deve ser utilizada pelo período definido pelo Cirurgião Vascular para auxiliar no controle do desconforto, do edema e das reações locais.
A exposição solar direta deve ser evitada enquanto houver hematomas, vermelhidão ou manchas. Esse cuidado ajuda a reduzir o risco de hiperpigmentação após escleroterapia, caracterizada pelo escurecimento temporário do trajeto do vaso tratado.
Quando ocorre, a alteração de cor tende a clarear gradualmente ao longo dos meses. O uso de protetor solar e a limitação temporária de exercícios intensos ou exposição excessiva ao calor também podem fazer parte das orientações.
Pequenos pontos avermelhados, sensibilidade, hematomas e discreto edema podem aparecer nos primeiros dias. Esses sinais costumam regredir progressivamente, mas dor intensa, piora do inchaço ou alterações persistentes devem ser comunicadas ao médico.
Comparação antes e depois
O registro fotográfico padronizado, realizado com consentimento, permite comparar a aparência dos vasos antes e depois do tratamento. Para uma avaliação mais precisa, as imagens devem seguir condições semelhantes de iluminação, posição e distância.
A comparação deve respeitar o intervalo necessário para a resposta da área tratada. Dessa forma, o resultado da escleroterapia com glicose pode ser analisado com maior objetividade, sem conclusões antecipadas durante o processo de redução dos vasos.
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Quantas sessões são necessárias?
A quantidade de sessões varia conforme o número, o calibre e a distribuição dos vasos, além da resposta individual ao procedimento. Por isso, o planejamento é definido após a avaliação vascular e pode ser ajustado ao longo do tratamento.
Em casos selecionados, podem ser necessárias de duas a quatro sessões de escleroterapia com glicose. Entretanto, regiões extensas, vasos numerosos ou respostas parciais podem exigir um número maior de aplicações para alcançar o resultado esperado.
O intervalo entre as sessões costuma ser de algumas semanas e deve respeitar a evolução da área tratada. Esse período permite observar o fechamento dos vasos, a reação da pele e a redução gradual das alterações antes de uma nova aplicação.
Realizar outra sessão antes da avaliação adequada da resposta não acelera necessariamente o tratamento. A espera permite diferenciar os vasos que ainda estão em processo de redução daqueles que precisam ser abordados novamente.
A cada retorno, o Cirurgião Vascular reavalia os vasos tratados e atualiza o planejamento. Áreas com resposta parcial podem receber novas aplicações, enquanto vasos já reduzidos deixam de fazer parte das etapas seguintes.
Dessa forma, o encerramento do tratamento não depende apenas de um número previamente estabelecido. A evolução observada em cada sessão é o que orienta a continuidade, os ajustes necessários e o momento adequado para finalizar as aplicações.
Diferença entre escleroterapia com glicose e com espuma
Qual esclerosante usar: polidocanol ou glicose? Essa dúvida aparece com frequência durante a avaliação. A escolha depende do calibre, da profundidade e do padrão de circulação do vaso, além do objetivo definido para cada etapa do tratamento.
A espuma é produzida pela mistura de um líquido esclerosante, geralmente polidocanol, com ar ou outro gás. Essa apresentação aumenta o contato da substância com a parede da veia, permitindo sua utilização em vasos de maior calibre.
| Critério | Escleroterapia com glicose | Escleroterapia com espuma |
| Substância | Glicose hipertônica em solução líquida. | Esclerosante, geralmente polidocanol, transformado em espuma. |
| Indicação frequente | Telangiectasias e veias reticulares selecionadas. | Varizes tributárias e veias de maior calibre. |
| Principal vantagem | Baixo potencial de reação alérgica e boa aplicação em vasos finos. | Maior contato com a parede de veias mais calibrosas. |
| Principal limitação | Menor eficácia em veias de grande calibre ou com refluxo significativo. | Possibilidade de efeitos adversos relacionados ao agente e à circulação da espuma. |
Em determinados planejamentos, a escleroterapia com espuma como alternativa pode ser utilizada nas veias de maior calibre, enquanto a glicose é aplicada posteriormente nos vasinhos superficiais remanescentes. As técnicas podem, portanto, integrar etapas complementares.
A definição do agente adequado exige a identificação das características de cada vaso e de possíveis alterações venosas associadas. A avaliação com o Cirurgião Vascular permite compreender qual técnica pode oferecer uma resposta mais apropriada e segura para o caso.
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Planos de saúde cobrem a escleroterapia com glicose?
A cobertura da escleroterapia com glicose depende da indicação clínica e das regras contratuais da operadora. Quando o procedimento tem finalidade exclusivamente estética, a tendência é que não seja incluído entre os serviços cobertos pelo plano.
Quando há insuficiência venosa, sintomas associados e indicação médica documentada, a operadora pode analisar a solicitação como tratamento funcional. Nesses casos, o ultrassom com Doppler, o relatório médico e o histórico clínico ajudam a demonstrar a necessidade do procedimento.
Ainda assim, a autorização não é automática. Cada plano estabelece critérios próprios, documentos obrigatórios e etapas de análise, além de poder diferenciar a cobertura de acordo com a técnica proposta e com o tipo de alteração venosa identificada.
Por isso, a avaliação vascular deve registrar o diagnóstico, os sintomas e a justificativa do tratamento. Reunir essa documentação antes do pedido facilita a análise da operadora e permite verificar se a escleroterapia com glicose pode ser coberta no caso avaliado.
Dr. João Maffei e o tratamento de vasinhos
O Dr. João Maffei é Angiologista e Cirurgião Vascular, formado em Medicina pela Faculdade de Medicina do ABC. Na mesma instituição, concluiu as Residências Médicas em Cirurgia Geral e em Angiologia e Cirurgia Vascular (CRM-SP 97736 I RQE 27653 I RQE 27652).
Sua formação inclui ainda especialização em Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular pela Santa Casa de São Paulo. Essa trajetória permite avaliar a circulação de forma ampla e selecionar a técnica mais adequada para telangiectasias, veias reticulares e alterações venosas associadas.
O atendimento é realizado no Instituto Medicina em Foco, em São Paulo, com análise do histórico clínico, exame das pernas e solicitação de ultrassom com Doppler quando necessário. A escleroterapia com glicose é planejada conforme o calibre, a distribuição e a origem dos vasos identificados.
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A avaliação com o Cirurgião Vascular permite identificar se os vasinhos podem ser tratados diretamente ou se existem veias nutridoras e alterações mais profundas que precisam ser abordadas antes.
Para compreender a indicação da técnica, o número estimado de sessões e os cuidados necessários, é possível realizar uma avaliação vascular com o Dr. João Maffei.
As informações fornecidas neste texto são apenas para fins informativos e educacionais e não substituem a consulta médica. Sempre procure orientação médica para diagnóstico e tratamento adequados.
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Conteúdo atualizado em 22 de julho 2026.
João Paulo Maffei Junior I Angiologia e Cirurgia Vascular I CRM-SP 97736 I RQE 27653 I RQE 27652
FAQ – Dúvidas frequentes sobre Escleroterapia com glicose: tratamento de vasinhos e varizes
1. A injeção de glicose hipertônica funciona para eliminar vasinhos?
Sim, em vasos finos e superficiais. A solução fecha o vaso, que é reabsorvido ao longo das semanas. O resultado é a redução significativa das telangiectasias tratadas.
2. Quantas sessões de escleroterapia com glicose são necessárias?
Na maior parte dos casos, de duas a quatro sessões, com intervalo entre elas. O número depende do volume de vasos, da distribuição nas pernas e da resposta individual.
3. A escleroterapia com glicose dói muito ou pouco?
O relato habitual é de queimação leve e passageira no momento da injeção. A sensação passa em segundos e varia conforme a região tratada e a sensibilidade individual.
4. A glicose hipertônica para varizes tem risco alérgico?
O risco é reduzido, porque a glicose é uma substância presente no metabolismo humano. Por isso, costuma ser preferida em pacientes com histórico de alergias.
5. Escleroterapia com glicose: quanto tempo para sumir os vasinhos?
O clareamento se torna perceptível entre quatro e oito semanas após cada sessão. A reabsorção é gradual, e a avaliação final ocorre ao término do plano de sessões.
6. Grávida pode tratar vasinhos nas pernas com segurança?
O tratamento é contraindicado na gestação. Durante esse período, adotam-se medidas conservadoras, e a avaliação ocorre após o parto e o término da amamentação.
7. Qual a diferença entre escleroterapia com glicose e polidocanol?
Ambos os esclerosantes são eficazes. A glicose apresenta risco alérgico reduzido; o polidocanol tem maior poder de ação e é a base da espuma usada em veias maiores.
8. Os vasinhos voltam depois do tratamento com escleroterapia?
Os vasos tratados são reabsorvidos e não retornam. Novos vasinhos podem surgir por predisposição individual, o que torna o acompanhamento periódico recomendável.
9. O plano de saúde cobre o tratamento de vasinhos nas pernas?
Quando a finalidade é estética, em geral não há cobertura. Havendo insuficiência venosa documentada por ultrassom e sintomas, a solicitação passa a ter respaldo clínico.
10. Quais os cuidados após a escleroterapia com glicose, com sol e exercício?
Usar a meia de compressão pelo período orientado, evitar exposição solar direta na área tratada e suspender temporariamente exercícios de alto impacto.





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