Varizes em jovens: por que surgem e como tratar

Ter varizes em jovens contraria a ideia de que a doença venosa surge apenas em fases mais avançadas da vida. Aos 20 ou 30 anos, os primeiros vasinhos podem ser atribuídos ao acaso ou à herança familiar, o que costuma adiar a avaliação vascular.

Esse adiamento pode favorecer a progressão do quadro. As varizes resultam de alterações no funcionamento das veias e podem se tornar mais extensas com o tempo, enquanto a avaliação precoce contribui para identificar a causa e definir o tratamento adequado.

Neste conteúdo, Dr. João Maffei explica por que as varizes podem surgir precocemente em mulheres, quais sinais exigem investigação e quais abordagens terapêuticas podem ser indicadas nessa fase da vida.

Varizes em jovens: por que surgem e como tratar

Por que as varizes aparecem cedo em mulheres

A doença venosa começa quando as válvulas das veias deixam de se fechar adequadamente. Como consequência, parte do sangue retorna no sentido contrário, aumenta a pressão dentro dos vasos e favorece a dilatação progressiva de suas paredes.

Esse processo não depende de uma idade específica. Seu desenvolvimento está relacionado à interação entre predisposição familiar, influências hormonais e hábitos que dificultam o retorno do sangue das pernas ao coração.

Por isso, as varizes em jovens não devem ser consideradas uma ocorrência excepcional. O surgimento precoce pode indicar que os fatores associados à doença venosa começaram a atuar antes e, por essa razão, merece avaliação adequada.

Herança genética

O histórico familiar está entre os principais fatores associados ao desenvolvimento de varizes. A Mayo Clinic inclui a presença da doença em familiares entre os elementos que aumentam a probabilidade de alterações venosas.

Quando mãe, avó ou irmã desenvolveram varizes precocemente, a predisposição genética para varizes também pode se manifestar nas gerações seguintes. Entretanto, a idade de aparecimento e a intensidade do quadro variam entre cada pessoa.

A herança familiar não determina, isoladamente, a evolução da doença. Contudo, ela indica a necessidade de observar os primeiros sinais e iniciar mais cedo o acompanhamento das varizes em jovens.

Hormônios

Os hormônios femininos podem interferir no tônus da parede venosa e favorecer a dilatação dos vasos. Essas alterações ajudam a explicar por que algumas mulheres percebem piora do peso, do inchaço ou do desconforto nas pernas em determinadas fases do ciclo menstrual.

Os contraceptivos hormonais também exigem avaliação individualizada. A associação entre anticoncepcional e trombose venosa é conhecida, sobretudo em mulheres com outros fatores de risco, e a escolha do método deve ser discutida com o Ginecologista.

Estilo de vida

Permanecer por longos períodos em pé ou sentada reduz a ação da musculatura da panturrilha, responsável por auxiliar o retorno venoso. Dessa forma, o sedentarismo e a ausência de pausas para movimentação podem favorecer sintomas como peso, dor e inchaço.

Além disso, temperaturas elevadas promovem a dilatação dos vasos e podem intensificar o desconforto. O excesso de peso, por sua vez, aumenta a pressão exercida sobre o sistema venoso dos membros inferiores ao longo do dia.

Esses fatores não costumam explicar, isoladamente, o surgimento de varizes em jovens. Entretanto, podem contribuir para antecipar ou agravar alterações venosas em mulheres que já apresentam predisposição familiar.

Gravidez

A gestação reúne diferentes condições que favorecem o aparecimento de varizes, como o aumento do volume sanguíneo, as alterações hormonais e a compressão das veias pélvicas pelo crescimento do útero.

Por isso, é comum que as varizes em jovens surjam ou se tornem mais evidentes durante a primeira gestação. Parte dessas veias pode regredir após o parto, enquanto outras permanecem e precisam ser acompanhadas pelo Cirurgião Vascular.

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Como as varizes se manifestam em mulheres jovens

A apresentação da doença venosa pode variar conforme a idade, a predisposição familiar e as veias acometidas. Em mulheres jovens, são mais frequentes as telangiectasias, conhecidas como vasinhos, e as veias reticulares, que apresentam coloração azulada e calibre intermediário.

Veias calibrosas, tortuosas e salientes são menos comuns nessa faixa etária. Quando aparecem precocemente, podem indicar maior predisposição familiar, e a insuficiência venosa juvenil deve ser investigada pelo Cirurgião Vascular, com eco-Doppler venoso, quando houver indicação.

Os sintomas são semelhantes aos observados em outras idades e podem se intensificar após longos períodos em pé ou sentada. Entre as manifestações mais frequentes de varizes em jovens, estão:

  • Sensação de peso ou cansaço nas pernas ao final do dia.
  • Câimbras, especialmente durante a noite.
  • Ardência ou sensação de calor nos membros inferiores.
  • Inchaço discreto na região dos tornozelos.

A ausência de sintomas também é possível. Algumas varizes em jovens permanecem assintomáticas por longos períodos, o que torna importante observar alterações visíveis e considerar a avaliação vascular diante de histórico familiar relevante.

Além disso, a quantidade de vasos aparentes não permite determinar, isoladamente, a extensão da doença venosa. Poucos vasinhos podem coexistir com refluxo em veias de maior calibre, enquanto uma quantidade mais expressiva pode estar restrita aos vasos superficiais.

A avaliação precoce com o Cirurgião Vascular é fundamental para identificar o grau de comprometimento venoso e indicar o tratamento mais adequado em cada caso. Se você percebe vasinhos, veias aparentes ou apresenta sintomas como peso e cansaço nas pernas, agende uma consulta para uma avaliação individualizada com um Especialista. 

Quais exames podem ser realizados

A investigação das varizes em jovens começa pelo exame clínico, no qual o Cirurgião Vascular avalia a distribuição das veias, a presença de edema, alterações na pele, assimetrias entre as pernas e sintomas relacionados à circulação venosa.

Quando há suspeita de refluxo ou comprometimento de veias de maior calibre, o eco-Doppler venoso pode ser solicitado. O exame analisa o fluxo sanguíneo, identifica falhas nas válvulas e ajuda a localizar os segmentos responsáveis pela alteração.

Exames laboratoriais não fazem parte da avaliação de rotina de varizes em jovens. Eles podem ser considerados quando existe histórico pessoal ou familiar de trombose, uso de hormônios, episódios prévios de coagulação ou outros fatores que exijam investigação complementar.

A necessidade de cada exame depende dos sintomas, do histórico clínico e dos achados da avaliação vascular. Dessa forma, a investigação das varizes em jovens pode ser direcionada com maior precisão, evitando testes sem indicação e orientando o tratamento adequado.

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Quais tratamentos podem ser indicados para varizes em jovens

A escolha do tratamento de varizes em jovens considera o calibre das veias, a presença de refluxo, os sintomas e os achados da avaliação vascular. Dessa forma, a idade da paciente não determina isoladamente a técnica, mas integra a análise clínica e a definição da conduta.

Não há um procedimento exclusivo para varizes em jovens. A indicação depende das características de cada vaso, da extensão do quadro, das condições clínicas da paciente e da existência de contraindicações temporárias ou permanentes.

Escleroterapia com glicose

A escleroterapia com glicose pode ser indicada para telangiectasias e determinados vasos superficiais. O procedimento consiste na aplicação de uma substância esclerosante no interior do vaso, com o objetivo de promover seu fechamento e sua reabsorção gradual pelo organismo.

Sobre quando indicar escleroterapia em jovens, a idade isoladamente não define a conduta. O Cirurgião Vascular deve avaliar o tipo de vaso, o estado de saúde da paciente e situações que contraindiquem temporariamente o procedimento, como a gestação.

Escleroterapia com espuma

A escleroterapia com espuma pode ser utilizada em veias de maior calibre e em determinados casos de refluxo venoso. O procedimento costuma ser acompanhado por ultrassom para orientar a aplicação e verificar a distribuição da substância no segmento tratado.

A indicação exige planejamento individualizado, pois depende da anatomia venosa, da extensão do refluxo e das condições clínicas. A técnica também pode ser associada a outras abordagens quando diferentes tipos de veias estão presentes na mesma perna.

Laser transdérmico e laser endovenoso

O laser transdérmico atua pela pele e pode ser indicado para determinados vasinhos, especialmente aqueles de pequeno calibre. Já o laser endovenoso é introduzido no interior da veia e pode ser utilizado no tratamento de safenas ou outros troncos venosos com refluxo confirmado.

O tratamento de telangiectasias em jovens pode combinar diferentes métodos conforme o padrão vascular identificado. Assim, uma mesma paciente pode receber glicose, espuma ou laser em regiões distintas, desde que cada técnica tenha indicação definida pela avaliação vascular.

A escolha entre glicose, espuma e laser deve considerar o tipo de vaso, a presença de refluxo e as condições clínicas da paciente, com foco no tratamento das varizes em jovens. A avaliação com o Cirurgião Vascular permite definir a combinação mais adequada para cada caso.

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Como reduzir o risco de progressão

Medidas de cuidado não corrigem válvulas venosas que já apresentam falhas, mas podem favorecer o retorno do sangue, reduzir sintomas e limitar fatores que contribuem para a piora do quadro. Essas orientações são especialmente relevantes para pessoas com histórico familiar.

Quando adotadas desde os primeiros sinais, elas ajudam no controle dos sintomas e no acompanhamento das varizes em jovens. Entretanto, não substituem a avaliação vascular quando existem dor, edema, aumento das veias aparentes ou outros sinais de alteração circulatória.

Entre as medidas que podem contribuir para a saúde venosa, estão:

  • Praticar atividades físicas que estimulem a musculatura da panturrilha, como caminhada, corrida ou ciclismo, conforme as condições individuais.
  • Evitar permanecer por longos períodos na mesma posição e realizar pausas regulares para movimentar as pernas.
  • Utilizar meias de compressão em situações específicas, desde que haja indicação e definição do modelo adequado pelo Cirurgião Vascular.
  • Manter o peso dentro de uma faixa saudável para reduzir a sobrecarga sobre o sistema venoso dos membros inferiores.
  • Elevar as pernas por alguns minutos ao final do dia, especialmente quando houver sensação de peso ou inchaço.
  • Discutir o método contraceptivo com o Ginecologista, sobretudo diante de histórico pessoal ou familiar de trombose.

A doença venosa apresenta caráter progressivo, conforme descrito pelo National Heart, Lung, and Blood Institute. Por isso, o acompanhamento precoce das varizes em jovens permite observar a evolução do quadro e definir medidas preventivas ou terapêuticas conforme os achados clínicos.

Quando procurar um Cirurgião Vascular

A avaliação não precisa ser adiada até que as veias se tornem muito salientes ou causem desconforto intenso. Alterações visíveis, sintomas recorrentes e histórico familiar devem ser considerados em conjunto para determinar a necessidade de investigação, especialmente nas varizes em jovens.

Entre os sinais que justificam uma avaliação vascular estão peso, dor ou câimbras que se repetem ao final do dia, além de inchaço nos tornozelos que ocorre com frequência ou não melhora após o repouso. 

Também merecem atenção o aumento progressivo de vasinhos, bem como veias que se tornam salientes, dilatadas ou tortuosas. O histórico familiar de varizes ou trombose venosa é outro fator relevante que pode indicar maior predisposição.

Diante desses achados, o Cirurgião Vascular realiza o exame clínico e avalia a necessidade do eco-Doppler para identificar refluxo e alterações no funcionamento das veias. Essa investigação orienta a conduta tanto nas varizes em jovens quanto em outras apresentações da doença venosa.

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Dr. João Maffei e o tratamento de varizes em mulheres jovens

Dr. João Maffei é Angiologista e Cirurgião Vascular, com formação em Cirurgia Geral, Angiologia e Cirurgia Vascular pela Faculdade de Medicina do ABC, além de aperfeiçoamento em Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular pela Santa Casa de São Paulo (CRM-SP 97736 I RQE 27653 I RQE 27652).

Na avaliação das varizes em jovens, o especialista considera os sintomas, o histórico familiar, o uso de contraceptivos, gestações anteriores e as características das veias aparentes. Quando necessário, o eco-Doppler venoso complementa a investigação e identifica a presença de refluxo.

A conduta depende dos achados clínicos e do tipo de veia acometida. Vasinhos superficiais podem receber abordagem específica, enquanto alterações em safenas ou veias de maior calibre exigem um planejamento direcionado à origem da insuficiência venosa.

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Vasinhos, veias salientes, inchaço ou sensação de peso nas pernas devem ser analisados de acordo com a frequência dos sintomas e a evolução do quadro. 

Consulte Dr. João Maffei para compreender a origem das alterações e conhecer as opções indicadas para o seu caso.

As informações fornecidas neste texto são apenas para fins informativos e educacionais e não substituem a consulta médica. Sempre procure orientação médica para diagnóstico e tratamento adequados.​​

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Conteúdo atualizado em 2026.

João Paulo Maffei Junior I Angiologia e Cirurgia Vascular I CRM-SP 97736 I RQE 27653 I RQE 27652

FAQ – Dúvidas frequentes sobre Varizes em jovens: por que surgem e como tratar

1. Varizes em jovens têm cura ou só tratamento?

As veias tratadas não retornam. A predisposição permanece, e novas veias podem se dilatar com o tempo, o que torna o acompanhamento periódico necessário.

2. Anticoncepcional piora as varizes em mulheres jovens?

Os hormônios reduzem o tônus da parede venosa e podem agravar os sintomas. A escolha do método deve ser discutida com o ginecologista, sobretudo com histórico de trombose.

3. Posso fazer escleroterapia com 20 anos?

Sim. Não existe idade mínima. A indicação depende do tipo de veia e da ausência de contraindicação, como a gestação em curso.

4. Varizes em mulher jovem indicam doença grave?

Em geral, não. Indicam doença venosa em fase inicial, que é progressiva. A gravidade é definida pelo eco-doppler, e não pela idade nem pela aparência.

5. Tratamento de vasinhos em jovem é só estético ou tem cobertura?

Vasinhos sem sintomas nem refluxo são considerados estética e não têm cobertura. Havendo insuficiência venosa documentada, o tratamento é coberto.

6. Como prevenir varizes aos 25 anos com herança genética?

Não há prevenção completa. Atividade física, controle de peso, meia de compressão em situações de risco e avaliação vascular periódica retardam a progressão.

7. Quais os fatores de risco para varizes antes dos 30 anos?

Histórico familiar, alterações hormonais, gestação, sobrepeso, sedentarismo e permanência prolongada em pé ou sentada durante a jornada de trabalho.

8. Sedentarismo causa varizes em mulheres jovens?

Não causa isoladamente, mas contribui. Sem a contração da panturrilha, o retorno venoso perde eficiência e a pressão dentro das veias permanece elevada.

9. Varizes em jovens: o plano de saúde cobre o tratamento?

Cobre quando há indicação clínica documentada no eco-doppler. A idade não interfere no critério. A finalidade estética permanece fora da cobertura obrigatória.

10. Quais sintomas de varizes em mulheres jovens além dos vasinhos?

Peso nas pernas ao final do dia, câimbras noturnas, sensação de calor, coceira sobre a veia e edema discreto no tornozelo que persiste pela manhã.

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